O dicionário define “mãe” como um substantivo feminino e comum, que caracteriza aquela que gerou, deu à luz ou criou um ou mais filhos. Além disso, é uma palavra primitiva, que representa uma pessoa e dá base para outros termos e sinônimos da língua portuguesa. Mais ousado, há quem defina como “o que há de mais importante” e “o maior amor do mundo”.
Entretanto, tais definições culminam para que a sociedade espere que toda mãe seja perfeita e dê conta de tudo, o tempo todo, a cada segundo.
Neste sentido, a terapeuta Sandra Mara Tarifa Botta, de Presidente Prudente (SP), reforça que a maternidade não é sobre perfeição, mas sobre amor, presença e construção diária. “Cada mãe faz o melhor que pode com o que tem”.
“Ser mãe é viver para além de si mesma. É amar incondicionalmente, educar, orientar e estar presente em todos os momentos. É uma missão de amor que transforma a nossa vida”, descreve.

Mãe da terapeuta integrativa Tatiana Tarifa Botta Perucci, Sandra compartilha que começou a se sentir mãe ainda na gestação, mas isso se confirmou de verdade no dia em que segurou a filha nos braços pela primeira vez.
“Ali eu entendi que minha vida nunca mais seria só minha — eu tinha uma missão”, afirma.
Ao saber que estava grávida, ela conta que foi uma mistura de alegria, emoção e também um certo medo.
“Era algo muito grande, uma responsabilidade enorme, mas ao mesmo tempo um presente de Deus que encheu meu coração de amor”, conta.

Como mãe, a terapeuta se considera muito presente, participativa e cuidadosa.
“Sempre acompanhei de perto a educação da minha filha, tanto na escola quanto na vida espiritual. Sempre procurei ensinar valores, mostrar o valor das coisas e, acima de tudo, estar disponível para conversar”, pontua.
Agora, como avó, ela descreve viver uma experiência maravilhosa.
“Ser avó é uma experiência maravilhosa. É um amor mais leve, mais tranquilo, mas ao mesmo tempo muito intenso. É como reviver a maternidade de uma forma ainda mais doce”, disse ao ifronteira.com.

Sandra relata que tem uma relação muito próxima com a filha, baseada em respeito, carinho e parceria.
“Sempre fomos muito unidas. Hoje, além de mãe e filha, somos amigas e companheiras de vida”, afirma.
Ela também descreve Tatiana como uma mulher forte, responsável e muito dedicada. Aguém que sempre esteve ao seu lado, ajuda, cuida e que tem um coração muito bom.
“Admiro a força dela, a capacidade de enfrentar desafios e o quanto ela é generosa. Ela é uma pessoa que se doa, que está sempre pronta para ajudar”, compartilha.
A terapeuta também expressa que a convivência ao longo dos anos e o fato de sempre terem mantido um diáologo aberto consolidou ainda mais a relação das duas.
“Mas acredito que trabalhar juntas fortaleceu ainda mais nossa relação, porque nos aproximou também como parceiras. Trabalhar com minha filha é uma experiência muito rica. A gente se respeita, cada uma entende seu papel, e isso faz com que tudo funcione bem. Claro que existem desafios, mas o carinho sempre fala mais alto”, descreve ao ifronteira.com.
“O que eu mais gosto é a confiança que temos uma na outra. Trabalhar com alguém que você ama e confia faz toda a diferença”, complementa.

Como terapeuta, Sandra vê muitas mães sobrecarregadas, que querem dar o melhor para seus filhos, mas que muitas vezes se sentem inseguras, cansadas e cobradas.
Assim, ela sintetiza que o maior desejo delas é acertar, é serem boas mães.
“Existe uma cobrança muito grande para que a mãe seja perfeita — perfeita na educação, na casa, no trabalho, em tudo. E isso gera muita culpa e sofrimento”, define.
Desta forma, Sandra conclui que é necessário acolher essas mulheres sem julgamento, ouvindo com empatia e mostrando que elas não precisam ser perfeitas, apenas presentes e verdadeiras.
“O apoio faz toda a diferença”, finaliza.
